Reflexões sobre o 11 de setembro
Não dá pra negar q Osama Bin Laden ("O Insano"), agora morto, triunfou, como, aliás, bem observou, o “The Economist” poucas semanas atrás. Ele conseguiu muito, mas muito mais, do que derrubar edifícios.
Nem ele calculava que os danos seriam tão gigantescos e abalariam tão fortemente os EUA. Basta constatar q as guerras pós 11 de setembro de 2001: (1) custaram aos estadunidenses trilhões de dólares (vc. tem ideia do que é isso e do que tal cifra representa no déficit público e na crise q os EUA vivem hj?); (2) custaram a vida de mais de 125 mil civis não americanos, q não tinham nd com isso (nos atentados ao WTC perderam-se cerca de 3 mil almas); (3) mutilaram e traumatizaram emocionalmente um número incalculável de vidas; (4) levaram uma democracia, que era modelo de civilidade, a admitir até mesmo a tortura (basta lembrar de Guantanomo e do fato de que ainda hj, dez anos depois, existem prisioneiros lá q não foram julgados); (5) levaram os EUA a uma perda de prestígio internacional q, se nd mais sair do controle, apenas décadas de acertos poderão recuperar (se é que isso algum dia ocorrerá).
TUDO ISSO, É DE PASMAR, REVELA O TRIUNFO DO FUNDAMENTALISMO CRISTÃO NORTE-AMERICANO (que ironia, se levarmos em conta as queixas ao fundamentalismo islâmico).
Para aqueles que creem, rezem para a reeleição do Obama, única chance, e talvez última, dos moderados manterem o controle da "potência do norte". Do contrário, teremos fundamentalistas nesse continente, controlando um poder militar ainda incontrastável, a tumultuar o mundo.
Moderados, uni-vos. Chega de fundamentalistas, de qualquer espécie.
É isso... PS: Veja os impressionantes números aqui. ... e um dos artigos do "The Economist" sobre o assunto, aqui.
Escrito por Rodrigo Cherobin às 14h51
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